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Evolução geodinâmica da Bacia do Recôncavo, Brasil. Aníbal Ramos Dias Neto (2013.2)

Banca: Prof Dr. Luiz César Corrêa-Gomes - IGEO/UFBA – Orientador, Dr. Idney Cavalcanti da Silva - UNIJORGE/ÁREA 1 – Co Orientador, Prof. MSc. Roberto Rosa da Silva - IGEO/UFBA e Petrobrás.

Resumo: A Bacia do Recôncavo (BR), localizada no nordeste do Brasil, compõe a parte sul do rifte Recôncavo-Tucano-Jatobá, uma província geológica Neo - Jurássica / Eo – Cretácea (140Ma) que representa um ramo abortado do sistema de riftes do Atlântico Sul. Apesar de ser a primeira bacia sedimentar brasileira a produzir petróleo, no famoso campo de Lobato, poucos estudos acadêmicos foram realizados, no que tange ao conhecimento de como se deu a evolução geodinâmica desse rifte, e as influências desses processos na configuração estrutural da bacia. Desta maneira, esse trabalho, tem como objetivos, estudar a evolução geodinâmica (cinemática e dinâmica) da bacia do Recôncavo, com a finalidade de conhecer o arcabouço estrutural da bacia, entender processos de quebramento de Paleocontinentes, abertura de oceanos e os campos de tensão que geraram as estruturas que controlam a bacia. A grande relevância desse trabalho está no fato de que poucos trabalhos estruturais realizados anteriormente para a BR, contaram com um acervo tão significativo de dados de campo, e desta forma as conclusões obtidas nem sempre puderam ser mais representativas. Foram utilizados dados de estruturas planares rúpteis (falhas e fraturas) tomados em 109 afloramentos da bacia, totalizando 17.018 medidas, quando possível foi identificada a cinemática das estruturas, sendo 10.967 estruturas com cinemática e 6.051 estruturas sem cinemática, 173 orientações 3-D dos tensores principais (sigma1, sigma2, sigma3) foram calculados através das estruturas observadas. As estruturas predominantes na BR são falhas normais orientadas N020°-N030° e N040°-N050° (8,81% e 8,34%, respectivamente), paralelas a subparalelas ao eixo longitudinal da bacia, como era de se esperar numa bacia rifte. Subordinadamente a essas direções destacam-se ainda estruturas transversais ao eixo longitudinal da bacia, orientadas N110°-N120° (7,94%). A partir da análise dos dados observa-se que as estruturas que compõe a arquitetura fundamental da bacia, as falhas normais, apresentam-se ortogonalmente distribuídas (N020°-N030°/ N110°-N120°), o que representa o estágio inicial de formação do rifte, numa configuração do campo de tensão, onde sigma1(vertical)>sigma2=sigma3, gerando um sistema ortorrômbico de quebramento, com σ3 orientado N030º e N120º. Um segundo estágio, tardio de evolução da bacia, foi marcado pelo enfraquecimento do tensor principal (sigma1), com configuração do campo de tensão, sigma2(vertical) e sigmas 1e 3 se alternando entre as orientações NNE-SSW e NW-SE com inflexão para E-W, gerando transcorrências na bacia. Isso caracteriza a BR como uma bacia tectônica, do tipo rifte, polifásica.

Palavras chave: Bacia do tipo rift; Padrões de Orientação/Cinemática; Evolução Geodinâmica.

 
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