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Revision 121 Jul 2011 - VanderluciaCruz

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Caracterização Estrutural, Geométrica e Cinemática, das Formações Tombador e Açuruá, na Região ao Sul de Lençóes - Chapada Diamantina, Ba - Caio Muller Maia (2011.1)

Banca: Prof. Dr. Carlson Matos Maia Leite - IGEO/UFBA e Petrobras - Orientador, Profa. Dra. Simone Cerqueira P. Cruz - IGEO/UFBA, Dr. Reginaldo Alves dos Santos - CPRM

Resumo: As formações Tombador e Açuruá englobam as sequências siliciclásticas de idade mesoproterozóica do Supergrupo Espinhaço e estão localizadas no domínio oriental da Chapada Diamantina, centro-oeste do Cráton do São Francisco. Este domínio apresenta um relevo modelado por extensas cristas paralelas e vales estreitos que refletem a ocorrência das estruturas rúpteis e rúpteis-dúcteis, de direção predominante NNW-SSE. Além disso, hospeda ainda um trend de mega-dobramentos, definidos por amplos anticlinais e sinclinais alternados. Na área de estudo, desenvolveu-se, como principal estrutura, o Anticlinal do Pai Inácio. O objetivo geral deste trabalho foi aplicar a ferramenta de análise estrutural, geométrica e cinemática, identificando, mapeando e interpretando as estruturas de deformação sin-sedimentar e as de origem secundária, essa última subdividida em dúcteis, rúpteis-dúcteis e rúpteis, além da elaboração de um modelo de evolução deformacional simplificado. Desse modo, a análise estrutural foi caracterizada a partir do estudo de diferentes tipos de estruturas, enfocando desde a mega-escala, com observação de lineamentos estruturais, em imagens de satélite e fotografias aéreas, até a escala de afloramento. A análise dos lineamentos estruturais revelou quebras negativas de relevo, feições lineares de drenagens e vales, que representam falhamentos direcionais, e foram agrupados em três classes: NW-SE, N-S e W-E. Considerando a situação da área em relação ao contexto da bacia, bem como a disposição das principais estruturas em relação à sua situação geotectônica, sugere-se que a área de estudo tenha sido afetada por dois estágios deformacionais (D1 e D2) incluídos em uma fase deformacional, durante o Neoproterozóico. O D1 compreende um estágio de deformação compressional onde se nucleou o dobramento (D1), correspondente ao Anticlinal do Sincorá, e uma série de estruturas localizadas nos flancos dessa dobra, tais como: juntas associada ao dobramento, dobras subsidiárias, dobras em kink e falhas de empurrão. As fraturas relacionadas a esse estágio compreendem juntas de extensão que são representadas pelas fraturas longitudinais, transversais e diagonais ao eixo do anticlinal do Pai Inácio. O D2 compreende um estágio de deformação que é representado por uma transcorrência regional sinistral e transtassiva. Pode ser vista como uma manifestação, no interior do Cráton do São Francisco, dos processos geradores das faixas Rio Preto e Riacho do Pontal, a norte, que estruturaram com falhas de empurrão e dobras com vergência para sul, os metacarbonatos do Supergrupo São Francisco. Foi acomodado na forma de zonas de cisalhamento rúpteis e regionais nas rochas metassedimentares do Supergrupo Espinhaço. Observou-se neste trabalho a falha do Rio São João de movimento transcorrente e cinemática sinistral que bordeja a norte a Serra do Sincorá, sendo responsável pela estruturação da serra, principalmente com o desenvolvimento de falhamentos de direção NNW-SSE. A partir do padrão de abertura dos vales e o sistema de fraturas e/ou falhamentos com cinemáticas, pode-se sugerir uma tectônica rúptil de cisalhamentos Riedel para a explicação da estruturação da Serra do Sincorá.

Palavras-chave: Formações Tombador e Açuruá; Análise Estrutural; Modelo de Evolução Deformacional.
 
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