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Estruturas e tectônica da zona de transição entre os blocos Jequié e Itabuna-Salvador-Curaçá, região de Itatim, Bahia, Brasil - Judiron Santos Santiago (2010.1)

Banca: Prof. Dr. Luiz César Corrêa-Gomes - IFBA - Orientador, Profª. Drª. Simone Cerqueira Pereira Cruz - IGEO/UFBA, Dr. Reginaldo Alves dos Santos - CPRM

Resumo: A região de Itatim fica situada em uma mega-estrutura sigmoidal, em uma zona de transição entre dois importantes segmentos crustais do estado de Bahia, o Bloco Jequié e o Orógeno Itabuna-Salvador-Curaçá, normalmente associado a um regime tectônico regional sinistral. Apesar disso, muito pouco se sabe sobre como se estruturou essa faixa de transição e a importância das estruturas regionais na modelagem do relevo local, uma vez que, nesse local, se encontra uma dos maiores concentrações de inselbergs do mundo, coincidentemente alinhados segundo o trend regional N120º. Os litotipos metamórficos de alto e médio grau encontram-se polideformadas no estado dúctil, interpretados em termo de evolução tectônica colisional em quatro fases deformacionais progressivas. A primeira fase do estágio inicial da colisão possui movimentação tectônica reversa, onde foi gerada uma foliação regional de baixo mergulho, de orientação principal N030º e uma lineação de crescimento mineral dipslip, associada com o fácies de granulito. A segunda fase representa um estágio mais avançado da colisão, onde se desenvolveu uma foliação de alto ângulo de orientação N120º e um sistema de zonas de cisalhamento transpressivo dextral, marcada pela presença de grandes alinhamentos estruturais no relevo em escala regional. A terceira fase é caracterizada por um par conjugado de cisalhamento transcorrente dúctil (N140º e N010º). A quarta fase está associada ao colapso gravitacional do orógeno, onde foi gerada uma foliação de baixo mergulho. Por fim, baseado no estudo de estruturas dúcteis e indicadores de cinemáticos associados, usando métodos de inversão foram possível adquirir a orientação 3-D dos campos remotos de paleotensão para cada fase da evolução tectônica: (i) na fase inversa, σ1 foi orientado a N120º e σ3 a N317º; (ii) na fase de transpressiva, σ1 N160º e σ3 N252º; (iii) na terceira fase, σ1 N000º e σ3 N090º e; (iv) na fase de colapso, σ1 N041º e σ3 N082º. A combinação destes dados sugere uma rotação do tensor principal de compressão (σ1) no sentido horário, durante a evolução da colisão dextral, inserido em um cenário de evolutivo tectônico regional sinistral. Isso pode ser explicado pela geometria de sigmoidal da zona de colisão, com orientação N-S para um cenário sinistral e N120º para o cenário dextral de expressão local. Uma observação interessante neste estudo é o controle tectônico-estrutural exercido na evolução geomorfológica, cujos produtos constituem abruptas elevações de rochas completamente isoladas na planície (inselbergs).

Palavras-chave: zona de colisão de blocos, rochas de alto grau metamórfico, análiseestrutural, inselbergs, Itatim- Bahia.
 
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