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Características Geológicas, Petrográficas e Geoquímicas das Formações Ferríferas do Greenstone Belt Mundo Novo - Tatiana Moreno da Silva Nascimento (2009.2)

Banca: Dr. José Haroldo da Silva Sá - IGEO/UFBA - Orientador, Dr. Ernesto Fernando Alves da Silva - CBPM, Prof. Dr. Aroldo Misi - IGEO/UFBA

Resumo: Formações ferríferas bandadas (BIFs) foram definida por James (1954) como sedimentos químicos, finamente bandados, contendo 15% ou mais de ferro, de origem sedimentar, comumente, mas não necessariamente, contendo leitos de chert. Elas podem ser classificadas na literatura pertinente quanto ao ambiente geológico/geotectônico (Tipo Algoma,Lago Superior e Rapitan), quanto as fácies mineralógica (óxido, carbonato, sílicato e sulfeto) e ambiente deposicional. No Greenstone Belt Mundo (GBMN), Bahia afloram formações ferríferas bandadas, onde foram estudados cinco alvos: Alvo Mundo Novo-AMN, Alvo Fazenda Sossego-AFS, Alvo Fazenda Jandaia-AFJ, Alvo Lagoa da Onça-ALO e Alvo Jacobina-AJ Estes foram caracterizados,em relação, a geologia, mineralogia, petrografia e geoquímica. O AMN é caracterizado por uma associação vulcânica-grauvaca, possuindo presença de sedimentos exalativos como chert, manganês e formações ferríferas bandadas. ALO ocorre rochas ultramáficas e quartzíticas, encaixantes de formações ferríferas bandadas, associada a metachert. Enquanto AFS foram encontrados fragmentos de rochas do tipo anfibolito e calcissilicáticas, constituintes do dominio máfico inserido, possuindo formações ferríferas exibindo laminações associada a metachert. O AFJ ocorre típicas BIFs, com microbandas de metachert. AJ exibem formações ferríferas e manganesíferas, associada a metachert, com presença também de andaluzitaxisto e quartzito. As fases mineralógicas presentes em todos alvos são a hematita, magnetita, goethita e quartzo, identificadas pela difratometria de raio-x ou petrografia microscopica, além da grunerita presente apenas AFS. Ocorrem nos alvos, teores médios de Fe ( 9,52->15%),mostrando gradação de metachertferruginoso para formação ferrífera propriamente dita. Os resultados geoquímicos, nas formações ferríferas, revelaram teores médios baixos para Mg = 0,03 %, Al=0,19%, Ca= 0,02%, Mn=0,46%, Na= 0,03%, P= 0,04%, K= 0,07% e Ti = 0,01%. Para os elementos traços, ocorre teores altos, como, AMN (Zn e Ba), AFS (Ba,Cr,), o AFJ (V,Cr,Zn), ALO (Cr), AJ (Ba,Co,Cr,Cu,Ni,Zn). Baseado na associação de rochas vulcânicas nos alvos, características litológicas associadas e interpretação de seu ambiente deposicional observase formações ferríferas bandadas semelhantes ao Tipo Algoma. A fácies óxido (hematita e magnetita) é identificada em todos os alvos. Em relação a origem, tem-se que os principais componentes, ferro e silício, das formações ferríferas, foram derivado do oceano e não de uma fonte continental, a partir da introdução direta de Fe+2 por exalação vulcânica ou hidrotermal (fumarolas pretas) sobre o assoalho oceânico, verificado pelos padrões de terras raras, exibindo anomalias positivas de Europio (Eu). A deposição do ferro foi controlada pelas condições de Eh e pH, exibindo grande homogenidade química e a origem do bandeamento em BIFs, possivelmente foi, pela floculação e assentamento diferencial entre sílica e ferro. As BIFs podem auxiliar nos estudos de reconstrução do ambiente, auxiliado, por exemplo, pelo registro da assinatura geoquímica ou como critério propesctivo na busca de mineralizações próximas.

Palavras chaves: GBMN, formações ferríferas bandadas, origem
 
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