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Revision 130 Oct 2010 - Main.JoaquimLago

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Análise da deformação Rúptil na Porção Sul da Serra de Jacobina - Wilson Lopes Oliveira Neto (2010.1)

Banca: Prof. Dr. Luiz César Corrêa-Gomes - IFBA - Orientador, Profª. Drª. Simone Cerqueira Pereira Cruz - IGEO/UFBA, Geólogo Marcelo Novais Mafra - Yamana Gold

Resumo: O cinturão Jacobina está inserido no Bloco Mairí, no setor centro-Norte do Cráton do São Francisco, possuindo 170Km de extensão e em média 15Km de largura. O objetivo desse trabalho é o entendimento da orientação, cinemática, campos de tensão e ambiência tectônica associada à deformação rúptil na serra. Para atingir os objetivos propostos foi realizada atualização do acervo bibliográfico, trabalhos de sensoriamento remoto, trabalhos de campo e escritório. A partir do levantamento de falhas e seus componentes cinemáticos (estrias e degraus), foram identificadas as orientações das principais estruturas rúpteis, suas cinemáticas e o posicionamento dos campos de tensão associados a estas. Foram identificadas três fases de deformações rúpteis: i) a primeira reversa, com compressão NW-SE subhorizontal e distensão vertical, é responsável pela nucleação de falhas de direção NW-SE e SW-NE ambas com cinemática dextral e reversa; ii) Na posterior fase transcorrente, tem-se compressão NW-SE e tensor mínimo (σ3) horizontalizado com direção NE-SW, esta fase é responsável pela reativação de falhas com direção N-S com cinemática sinistral reversa e produção de falhas E-W dextrais; e iii) Por fim com última fase da deformação rúptil do Cinturão Jacobina tem-se a fase normal onde os tensores principais máximos (σ1) se encontram verticalizados e os tensores mínimos (σ3) com orientação NE-SW. Esta fase é responsável pela reativação de falhas com orientação N-S com cinemática normal sinistral e outras com orientação NW-SE com cinemática normal dextral. Tais esforços SW-NE das fases reservas e transcorrentes podem estar associadas a evolução do bloco Mairí durante a colisão do Paleoproterozóico ou são correlacionáveis com o evento de colisão entre o cinturão de dobramento Riacho do Pontal e o cráton do São Francisco a cerca de 230Km a NW do local de estudo durante o evento Brasiliano responsável também por forte deformação na Chapada Diamantina. Por fim, tem-se campos de tensão máxima verticalizados que são correlacionados a eventos de relaxamento que produziram distensões perpendiculares e paralelas ao trend geral do Cinturão de Jacobina.
 
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