Mapeamento Geológico e Análise Estrutural da Sequência Metavulcanossedimentar Urandi, Bahia - Bruno Santos Figueiredo (2009.1)

Banca: Profa. Dra.Simone Cerqueira P. Cruz - IGEO/UFBA- Orientadora, Prof. Dr. Luiz César Corrêa-Gomes - CEFET - BA, Prof. Dr. Johildo Salomão Figueiredo Barbosa - IGEO/UFBA

Resumo: A Sequencia Metavulcanossedimentar Urandi - SMU encontra-se a SW do Estado da Bahia associada com as rochas do Complexo Santa Isabel, pertencente ao Bloco Gavião, no Cráton do São Francisco. O objetivo geral é apresentar o mapeamento geológico básico e a construção de um modelo tridimensional geométrico para a SMU, tendo como objetivos o mapeamento geológico de detalhe e o entendimento das relações estruturais tridimensionais entre as formações ferríferas e as suas encaixantes imediatas da sequencia supracitada. De oeste para leste, na área de estudo afloram gnaisses ortoderivados intercalados com bandas anfibolíticas caracterizados como embasamento, seguido pelas rochas da SMU constituída por formações ferríferas bandadas da fácies oxido e silicato, quartzitos ferrruginosos, quartzitos micáceos, quartzo-biotita-xistos, calcissilicáticas e rochas metabásicas. Apófises de granitóides são encontradas no setor N e NW da área. O levantamento estrutural permitiu a identificação de três fases deformacionais Fn, Fn +1 (esta divida em Fn + 1' e Fn + 1''), e Fn+2. Todas distintas e aparentemente ligadas a no mínimo dois eventos deformacionais, verificadas nos gnaisses do embasamento quanto nas rochas da SMU. A primeira fase, Fn, desenvolve uma foliação milonítica Sn, cuja assinatura cinemática não foi identificada e que está paralelizada com uma foliação anterior Sn - 1. Esta foliação possui direção NNE-SSW, um bandamento composicional associado, lineação de estiramento com caimento geral para ESE. A segunda delas, Fn + 1, com formação de dobras intrafoliais, transposição do bandamento, desenvolvimento de boudins, dobras em bainha desenvolvem um conjunto de dobras, desde abertas a fechadas, horizontais a recumbentes, e rampas de empurrões reverso-sinistrais, que evoluem na fase Fn + 1'' para zonas de cisalhamento compressionais. Ambas vergentes para NNW. A terceira fase deformacional Fn+2, com maior componente rúptil-dúctil, foi responsável pela estruturação de falhas dextrais reversas além de uma série de fraturas com direções principais E-W, N-S e NW-SE. Os estudos sobre a relação das apófises com as fases de deformação verificadas deverão avançar mais ao longo do tempo, mas as relações de campo sugerem injeções sin a tardias às fases Fn + 1 e Fn + 2, pois aparentemente essas intrusões deformam as rochas e estruturas pré-existentes. O modelamento estrutural realizado permitiu verificar que as formações ferríferas da SMU ocupam calhas sinformais assimétricas e vergentes para NW. O estudo das associações minerais permitiu identificar uma paragênese metamórfica progressiva de fácies anfibolito médio, representado nas rochas máficas do Complexo Santa Isabel e da SMU por hornblenda, biotita, granada, clinopiroxênio, plagioclásio e quartzo, e nas rochas itabiríticas pela magnetita, hematita e grunerita-cummingtonita. Essa paragênese está relacionada com as fases deformacionais Fn e Fn+1. Uma paragênese retrograda é marcada pela calcita, mica branca, actinolita, epidoto e quartzo e possivelmente está associada com a fase Fn+2.