Mapeamento geológico de detalhe e petrografia dos litotipos do Jardim de Alah, Salvador-Bahia. Daniel Nascimento Oliveira Alves (2013.1)

Banca: Prof. Dr. Johildo Salomão F. Barbosa - IGEO/UFBA – Orientador, Profa. Dra. Jailma Santos de Souza - IGEO/ UFBA, Dra. Adriana Almeida de Peixoto – CBPM.

Resumo: O afloramento rochoso do Jardim de Alah, no Costa Azul, bairro da cidade de Salvador, Bahia, encontra-se no contexto tectônico do Cráton do São Francisco, inserido na parte sul do cinturão móvel denominado de Faixa Salvador-Esplanada. Essa faixa se estende desde Salvador até a cidade de Boquim em Sergipe, e é constituída por rochas metamórficas de médio a alto grau. Com base em estudos de campo e petrográficos no afloramento do Jardim de Alah foram identificadas cinco unidades litotípicas: granulitos monzocharnockíticos; granulitos alumino-magnesianos; diques máficos; monzo-siengranitos e sedimentos recentes. Os granulitos alumino-magnesianos são rochas paraderivadas com mais de 10% de granada, perfazendo cerca de 12% da área, e ocupam a parte oeste do mapa. Os granulitos monzocharnockíticos são rochas ortoderivadas que compreendem uma faixa na parte central e leste da área, cobrindo cerca de 75% do afloramento. Os monzo-sienogranitos encontram-se a sudoeste do afloramento, correspondendo cerca de 8% do total das rochas em foco. Com textura afanítica a fanerítica e cor preta esverdeada, os diques máficos se apresentam como corpos tabulares na parte central da área do afloramento e corresponde a cerca de 5% das rochas aflorantes. Os sedimentos recentes são representados pela areia de praia no entorno do afloramento rochoso, mais expressamente nas porções extremas do leste e oeste no mapa. Considera-se que esse estudo vai contribuir para o conhecimento geológico da parte sul da faixa acima referida e da região metropolitana de Salvador.

Palavras-chave: granulitos, petrografia, Jardim de Alah, Salvador, Bahia.