Investigação da interação de óleo-mineral agregados (OMA) em ambientes costeiros sob diferentes salinidades: subsídio a procedimentos de remediação de derrames de petróleo - Danilo Ribeiro dos Santos (2010.2)

Banca: Profa. Dra. Olívia Maria Cordeiro de Oliveira - IGEO/UFBA - Orientadora, Biólogo Ícaro Thiago Andrade Moreira - IGEO/UFBA - Co-Orientador, Prof. Dr. Geraldo Marcelo Pereira Lima - IGEO/UFBA, Profa MSc. Sarah Adriana do Nascimento Rocha - IGEO/UFBA, Dr. Eduardo Doria - Oceanbyte Ambiental

Resumo: Óleo-mineral agregados (OMA) são entidades microscópicas compostas de óleo e minerais aglutinados, estáveis durante períodos de semanas em água salgada. Os primeiros experimentos que reportaram a interação entre óleo derramado e sedimentos, sugerem que os fatores que influenciaram a quantidade de óleo incorporado no sedimento incluem: i) a característica do óleo; ii) o tipo de sedimento; iii) a energia da área; e iv) a salinidade da água. Baseado em experimentos de laboratório com sedimentos da zona costeira impregnados com óleo relatam que a interação entre o óleo e o sedimento poderia ser um instrumento natural para auxiliar na “limpeza” destas áreas contaminadas. Mostram ainda que a formação da OMA é inibida em água doce (salinidade de 0-1), que por sua vez é aumentada em água salobra (salinidade acima de 10). Com o presente trabalho foi testado a nível laboratorial e de bancada a interação do óleo bruto, proveniente da Bacia do Recôncavo, e sedimentos de manguezal da Baía de Todos os Santos e de praia da orla de Salvador-Bahia, com o objetivo de observar e quantificar a formação do OMA. Em laboratório foi utilizada água destilada e adicionado sal marinho sintético para obter um intervalo de salinidade de 0-36. A quantificação de óleo incorporado no sedimento formando OMA mostrou que o ambiente estuarino é mais favorável que o marinho. Verificou-se que a sua formação depende fortemente também de outros parâmetros, a exemplo da natureza do mineral presente. Conclui-se que a degradação de óleo é favorecida pela formação de OMA e é aplicável tanto às águas marinhas, quanto às estuarinas.

Palavras-chave: Interações de óleo e sedimento, OMA, Derramamento de óleo em ambiente costeiro, Dispersão do óleo, Salinidade.