Estudo das ocorrências de titanomagnetita em gabro-anortositos e das formações ferríferas dos granulitos da região de Baixão de Ipiúna, Jaguaquara, Bahia - Eduardo Cardoso Vieira Filho (2012.1)

Banca: Prof. Dr. Johildo Salomão Figueirêdo Barbosa - IGEO/UFBA - Orientador, Profa. Dr. Amalvina Costa Barbosa - IGEO/UFBA, Dr. Eron Pires Macêdo - CPRM

Resumo: As ocorrências de titânomagnetita associam-se às rochas gabro-anortosíticas, onde são comagmaticas com suas encaixantes. Estes corpos estão localizados no Bloco Jequié, próximo à interface Bloco Jequié/ Bloco ISC, tendo sido intrudidos relacionados à colisão paleproterozóica que metamorfisou e deformou tais blocos. Os depósitos de ferro ligado às rochas gabroanortosíticas têm sua gênese relacionada à cristalização fracionada em sistema endomagmático, de um magma residual rico em ferro, derivado de um magma silicatico. Tal processo de cristalização magmática formou a magnetita, sendo que o elemento ferro é susceptível a ser substituído pelo elemento vanádio, por afinidades geoquímicas. Ocorrências de titânomagnetita e formações ferríferas localizadas no município de Jaguaquara, região de Baixão de Ipiúna foram estudadas no presente trabalho.As formações ferríferas, diferentemente dos depósitos de titânomagnetita, são depósitos de origem sedimentar química, por precipitação do ferro em ambiente oxidante. Ambos os tipos de depósitos de ferro encontrados, estão com um grau moderado a alto de oxidação e alteração supergênica, portanto estando impreterivelmente associados a cangas ferruginosas compactas, formadas a partir de alterações superficiais destes corpos de minério. Estudos petrográficos em microscopia de luz refletida foram realizados para amostras dos dois tipos de minério. As titânomagnetitas apresentaram assembleia mineral básica de magnetita e ilmenita, com piroxênios residuais. Textura de agregados granulares cumuláticos foram predominantes. As formações ferríferas contêm basicamente magnetita martitizada, perfazendo cerca de 90% quando maciça. Quando intercalada com camadas de quartzito, sua composição de ferro é aproximadamente cerca de 40%, em óxido. Tais valores foram obtidos a partir de estudos litogeoquímicos, onde estudos composicionais da titânomagnetita também foram possíveis de ser avaliados, através dos resultados de química total, com teores de vanádio chegando a 1,5% em óxido. Foi, ainda, realizado um mapa de ocorrências de depósitos de ferro da área de estudo de escala 1:60000, onde está localizado as ocorrências de titânomagnetita, crosta ferruginosa compacta associada, e as formações ferríferas.

Palavras-chave: Titânomagnetita, Formação ferrífera, Vanádio, Jaguaquara

-- IsabelBarros - 17 Aug 2012