Geossítios na região de Nordestina, Bahia: Uma alternativa para o geoturismo e para o desenvolvimento sustentável - Ivanara Pereira Lopes dos Santos (2010.2)

Banca: Dra. Débora Correia Rios - IGEO/UFBA - Orientadora, Geólogo Antônio José Dourado Rocha - CPRM - Co-orientador, MSc. José Marden Costa Barreto - IGEO/UFBA, Dr. Augusto José Pedreira - CPRM, Dr. Basílio Elesbão Cruz Filho - CPRM

Resumo: A preocupação com a biodiversidade vem sendo tema de muitos debates da atualidade, na tentativa de minimizar os efeitos nocivos causados pela ação antropogênica. A geodiversidade, apesar de estar subjacente nas discussões, atualmente vem obtendo destaque, como um dos elementos do trinômio: Geodiversidade - Geoconservação - Geoturismo. A região de Nordestina, estado da Bahia, objeto de estudo deste trabalho, é detentora de uma riqueza natural diversificada, abrangendo importante conteúdo geológico, paleontológico e meteorítico, além de flora (vegetação de caatinga) e fauna típicas de clima semiárido. A área está inserida no Núcleo Serrinha, um dos três núcleos arqueanos que integram os terrenos do embasamento do Cráton do São Francisco, contendo um complexo gnáissico-migmatítico e bacias vulcanossedimentares associadas ao plutonismo TTG, cálcio-alcalino e alcalino potássico-ultrapotássico. No decorrer dos trabalhos foram cadastrados oito geossítios (Pillows Lavas Maria Preta, Granito Café Royal, Lamprófiros do Morro do Afonso, Inselgebirg da Caraconha, Castle Koppie do Lopes, Calcita Laranja, Stock Diorítico Quijingue, Pipe Nordestina), utilizando o aplicativo “Cadastro de Geossítios” desenvolvido pela CPRM. Estes geossítios são classificados como de relevância internacional (1), nacional (2) e regional (5), sendo que pelo menos três deles possuem apelo turístico recreativo. O prosseguimento dos trabalhos de cadastramento na região deverá revelar novos geossítios de interesse geoturístico, os quais, agregados às atrações já conhecidas na região (históricas: Guerra de Canudos, achado do primeiro meteorito do Brasil; paleontológicas: macrofósseis; geológicas/metalogenéticas: maior produtor de ouro, importante produtor de diamantes; meteoríticas: local de achado de dois dos cinco meteoritos baianos), devem contribuir para ampliar e diversificar o quadro do potencial turístico atual, principalmente no que se refere ao turismo didático e científico. Essa possibilidade representa uma alternativa de desenvolvimento sustentável para a região em foco, tendo em vista que cinco dos municípios abrangidos na área de estudo apresentam baixos valores de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), quando comparados com o índice estadual. A comunidade geológica tem o dever de proteger o patrimônio geológico através de medidas de geoconservação e, paralelamente, desenvolver esforços no sentido de conscientizar os demais segmentos da sociedade sobre a importância dessa questão.

Palavras-chave: Nordestina, Geoturismo, Geossítio, Desenvolvimento Sustentável.