Mapeamento geológico e análise estrutural da porção central do Cinturão de Dobramentos e Cavalgamentos da Serra do Espinhaço Setentrional, Caetité, Bahia - José Elvir Soares Alves (2008.1)

Banca: Profa. Dra. Simone Cerqueira Pereira Cruz - UFBA - Orientadora, Profa. Dra. Ângela Beatriz de Menezes Leal - IGEO/UFBA, Geólogo Adriano Alberto M. Martins - CPRM

Resumo: O cinturão de dobramentos e cavalgamentos do Espinhaço Setentrional envolve as unidades do supergrupo Espinhaço, de idade paleo-mesoproterozóica, plutônicas do Complexo Lagoa Real, de idade 1.75 Ga e o embasamento do Bloco Gavião. O objetivo geral desta monografia é proceder ao mapeamento geológico das cercanias da cidade de Caetité, com ênfase na caracterização do arcabouço estrutural e estudo do metamorfismo nas unidades da Formação Mosquito. Neste contexto, as unidades mapeadas foram: i) metarenitos e metaconglomerados da Formação Salto; ii) augen -gnaisses e sienitos do Complexo Lagoa Real; iii) associação de formação ferrífera, rochas cálcio-silicáticas, quartzitos e xistos da Formação Mosquito. A paragênese mineral metamórfica progressiva sin a tardi -tectônica observados na Formação Mosquito é marcada por: estaurolita, anfibólio, cianita, biotita verde, quartzo, opacos, calcita, quartzo, sugerindo condições de fáceis anfibolito em intervalo entre 520 e 660ºC, na zona da estaurolita. Por outro lado, a paragênese retrograda tardi -tectônica é marcada por calcita, clorita, quartzo, anfibólio (actinolita) sugerindo condições de fácies xisto verde com intervalos 300 e 400ºC, na zona de clorita. Nas unidades da Formação Salto, a presença da sericita fina sugere condições de metamorfismo de fácies xisto verde a subxisto-verde. Neste sentido, o metamorfismo diminui de leste para oeste. O levantamento estrutural revelou a existência de três fases deformacionais. A primeira fase (Fn-1) é marcada por foliação milonítica. Segunda fase (Fn) foi dividida em dois estágios, o primeiro, Fn', é marcado por rampas de empurrão com vergência para W, boudins de quartzos, dobras intrafoliais e de arrastos; o segundo, Fn'', está representado por dobras regionais que estão associadas a zona de cisalhamento, em modelo clássico de cinturões de dobramentos e cavalgamentos. A última fase, Fn+1, é marcada por dobras em kinkbands e de crenulaçao, com desenvolvimento de clivagem. A assimetria das primeiras sugerem vergência para leste. A evolução deformacional da área está relacionada com regimes compressivos e distensivos que se sucederam, em que o embasamento esteve envolvido na deformação da cobertura metassedimentar.

Palavras-chaves: Formação Mosquito, metamorfismo e rampas de empurrão.