Avaliação em nível de rastreamento de risco toxicológico para a saúde humana por ingestão de invertebrados marinhos: Baía de Todos os Santos, Bahia, Brasil. - Manuel Cezar Macedo Barbosa Nogueira de Souza (2010.1)

Banca: Profa. Dra. Vanessa Hatje - IQ/UFBA - Orientadora, Profa. Dra. Karina Santos Garcia - IGEO/UFBA, Profa. Dra. Wagna Piler Carvalho dos Santos - IFBA

Resumo: Este trabalho teve como objetivo avaliar indiretamente a biodisponibilidade de elementos maiores e menores em sedimentos, através da determinação da concentração destes elementos em moluscos bivalves coletados na Baía de Todos os Santos (BTS), Bahia, Brasil. Adicionalmente objetivou-se avaliar, em nível de rastreamento, o risco a saúde humana associado ao consumo de mariscos bivalves da região. Foram coletadas amostras de Anomalocardia brasiliana (chumbinho), Brachidontes exustus (sururu-de-pedra), Crassostrea rhizophorae (ostra de mangue) e Mytella guyanensis (sururu) ao longo de 34 estações de amostragem na BTS. Para digestão das amostras foi utilizado 2 ml de ácido nítrico (HNO3) concentrado e 2 ml de água Milli-Q ultra pura, em bombas PARR à 120°C, em estufa, durante 16 horas. Todos os metais, além dos elementos selênio e arsênio foram determinados por ICP OES. As concentrações obtidas foram transformadas usando log (x+1) e, posteriormente, foi realizado uma Análise de Componente Principal (PCA). Verificou-se concentrações relativamente elevadas de elementos maiores e traço em várias regiões da baía. Em termos gerais, as regiões mais contaminadas foram a Baía de Aratu, foz do rio Subaé e Madre de Deus. Também foram encontrados níveis elevados de contaminação, para alguns elementos, como As, no rio Jaguaripe e na contra costa da ilha de Itaparica. Através do PCA foi possível verificar a associação dos diferentes elementos estudados com as espécies de bivalves. As localidades que apresentaram os riscos mais elevados foram a Baía de Aratu e a foz do rio Subaé. Valores elevados também foram encontrados no rio Jaguaripe e ilha de Itaparica. A análise de risco também indicou que os elementos Cu, Zn e As são os principais responsáveis pelo potencial risco não carcinogênico a saúde humana, devido à ingestão de marisco, para todas as localidades estudadas. Já o Pb, apresentou maior risco carcinogênico. A espécie que apresentou os maiores riscos tanto carcinogênicos, como não carcinogênicos, foi o sururu, Mytella guyanensis.

Palavras chave: Análise de risco toxicológico; metais; mariscos bivalves; Baía de Todos os Santos.

-- IsabelBarros - 18 Jun 2013