Petrografia, química mineral e evolução metamórfica das rochas granulíticas do povoado de Pedrão, centroleste do Estado da Bahia. Maria Clara Martins Cardoso Duarte (2013.1)

Banca: Profa Dra. Angela Beatriz de Menezes Leal - IGEO/UFBA –Orientadora , Prof. Dr. Johildo Salomão Figueiredo Barbosa - IGEO/UFBA,Dr. Eron Pires Macedo – CPRM.

Resumo: A área de estudo insere-se na macrounidade geotectônica do Cráton do São Francisco, mais especificamente no Bloco Jequié, de idade Arqueana. Foram identificados três diferentes litotipos/unidades: granulitos augen-charnoenderbítico-charnockíticos, granulitos heterogêneos paraderivados e granulitos heterogêneos ortoderivados, sendo este último o alvo principal do presente estudo, juntamente com os enclaves máficos boudinados associados a essas rochas, sobretudo o contato entre estes dois (enclave e granulito). Foram realizados estudos petrográficos, de química mineral e evolução metamórfica da região. Petrograficamente os granulitos ortoderivados são constituídos por plagioclásio, quartzo, mesopertita, piroxênio, anfibólio, biotita, mimerquita, apatita, minerais opaco e zircão com texturas granoblástica granular e decussada e poiquiloblástica em peneira. Os enclaves máficos são compostos por anfibólio, clino e ortopiroxênio, biotita, feldspatos, quartzo e minerais opacos com texturas lepidoblástica, nematoblástica e coroa de reação. Identificou-se paragêneses metamórficas progressivas e regressivas, tanto nos granulitos ortoderivados quanto nos enclaves máficos. No estudo de química mineral os ortopiroxênios foram classificados como ferrossilita, enstatita e na transição entre ferrossilita e enstatita, os clinopiroxênios classificados como augita e diopsídio (apenas nos enclaves e contato). Os cristais de plagioclásio tiveram predominantemente composições de andesina, exceto para os enclaves que foram classificados como labradorita/andesina, provavelmente associados à composição do protolito máfico (basáltico). Os cristais de anfibólio são cálcicos e situaram-se no campo da edenita (enclaves e contato) e os cristais de biotita classificados como eastonita. A presença de ortopiroxênio, clinopiroxênio e mesopertita marcam temperaturas do pico do metamorfismo granulítico. Os cristais de anfibólio e biotita, associados às bordas dos piroxênios caracterizam o metamorfismo regressivo (passagem da fácies granulito para anfibolito), durante o processo de soerguimento orogenético do Bloco Jequié, embora ocorram cristais de anfibólio e biotita (com altos valores de TiO2? ) no metamorfismo progressivo granulítico.