Aspectos de campo, petrografia e geoquímica preliminar dos diques máficos das praias Jardim de Alah, Paciência e Farol de Itapuã, Salvador – BA. Rebeca da Silva Marcelino (2013.2)

Banca: Profa. Dra. Angela Beatriz de Menezes Leal - IGEO/UFBA – Orientadora, Prof. Lucas Teixeira de Souza - IGEO/UFBA, MSc. Ana Carolina Oliveira Pinheiro – IFBA.

Resumo: Os diques máficos das praias de Jardim de Alah, Paciência e Farol Itapuã estão inseridos no contexto tectônico do Cráton do São Francisco, intrudindo os terrenos granulíticos e migmatíticos polideformados arqueanos e paleoproterozoicos pertencentes à Cinturão Salvador-Esplanada. Estes diques máficos fazem parte da Província Litorânea dos Diques Máficos do Estado da Bahia e ocorrem na orla marítma de Salvador, Bahia. De modo geral os diques máficos preenchem fraturas distensivas na rocha encaixante granulítica, principalmente, em direções N-S e E-W, apresentando coloração cinza a preta, granulometria variando de afanítica a média, isotrópicos e maciços. Seus contatos com a rocha encaixante variam de reto a sinuosos com espessuras predominantes variando de poucos centímetros a aproximadamente 19 metros, na praia de Jaridm de Alah. O estudo petrográfico permitiu observar a evolução dos diques da Praia de Jardim de Alah da encaixante ao centro do corpo filoniano caracterizando textura porfirítica com matriz afanítica até matriz de granulometria fanerítica fina. Nas praias da Paciência e Itapuã os mdiques máficos possuem granulometria fanerítica fina a média. Para todos os filões máficos foram identificadas as texturas ofítica, subofítica e intergranular que mineralogicamente são compostos por plagioclásios que variam de andesina a labradorita, clinopiroxênio (augita) e subordinadamente têm-se hornblenda, biotita, minerais opacos e olivina. Processo de alteração como a uralitização está presente nos diques da praia da Paciência, transformando augitas em hornblenda + biotita + minerais opacos. E processos de sausuritização são encontrados nos diques da praia de Itapuã. Os diques máficos da praia de Jardim de Alah apresentam, de forma geral, enriquecimento em FeOt? em relação ao MgO? ( trend de Fenner) e baixas razões sílica/álcalis, características de suítes toleíticas, enquanto diques do Farol de Itapuã mostram enriquecimento em álcalis, compatíveis com filiação cálcio-alcalina. Os diques máficos da praia da Paciência não foram analisados geoquimicamente visto que só existia uma única amostragem, não sendo então representativa. Através do comportamento geoquímico dos elementos maiores e traço foi constatada a importância das fases minerais plagioclásio e clinopiroxênio no fracionamento magmático. Diagramas de ambiência tectônica utilizando como parâmetros Zr e Zr/Y sugerem que a colocação dos diques máficos ocorreu em ambiente intraplaca.

Palavras-chave: diques máficos; petrografia; geoquímica.