Hidroquímica e qualidade das águas dos aquíferos cártsicos da região das bacias hidrográficas dos rios Verde, Jacaré e Salitre - Bahia - Rejane Lima Luciano (2007)

Banca: Prof. Dr. Luiz Rogério Bastos Leal (DGGA/IGEO), Prof. Msc. Sérgio Augusto de Morais Nascimento (DGGA/IGEO), Geólogo Godofredo Correia de Lima Júnior (CERB)

Resumo: A área de estudo está localizada na região das bacias hidrográficas dos rios Verde, acaré e Salitre, na porção centro-norte do Estado da Bahia, semi-árido. As características idroquímicas e a qualidade das águas subterrâneas dos domínios aqüíferos cársticos desta área, cujo déficit hídrico é superior a 1.500mm/ano, são os objetivos deste trabalho. Estes aqüíferos cársticos têm caráter heterogêneos e anisotrópicos. O fluxo de água em sub-superfície está relacionado à falhas, fraturas e ao grau de carstificação dos aqüíferos. A recarga sofre contribuição das águas da chuva e do aqüífero fissural metassedimentar relacionados às rochas do Grupo Chapada Diamantina. A elevada espessura do pacote de rocha carbonática para a as bacias dos rios Verde e Jacaré (atingindo até 5-7km) juntamente com o tempo de percolação prolongado possibilita um padrão de evolução hidroquímico de cloretada cálcica para bicarbonatada cálcica, enquanto a menor espessura do pacote de rocha carbonática para a bacia do rio Salitre (até 290m) somado ao menor tempo de percolação destas águas, em relação as duas anteriores, possibilita um padrão de evolução hidroquímico de cloretada mista para bicarbonatada mista. Os mapas de isoteores mostram que nas regiões onde a condutividade elétrica é elevada as concentrações de sódio, potássio, cálcio, magnésio, cloretos e sulfatos também são altas. De forma geral, as concentrações de carbonatos estão associadas ao fluxo subterrâneo (aumenta para jusante) e as concentrações de bicarbonato estão associadas a proximidade com as zonas de recarga. Os valores de sódio, cloreto e potássio encontram-se acima do valor máximo permitido para consumo humano segundo a Portaria no 518/2004 do Ministério da Saúde. Assim, de acordo com estes parâmetros, estas águas podem ser consideradas impróprias para o consumo humano.