Efeitos da atividade turística na ictiofauna das piscinas naturais de Moreré, Cairu, Bahia. - Tiago Albuquerque (2012.2)

Banca: Prof. Dr. Paulo de Oliveira Mafalda Júnior - IBIO/UFBA - Orientador, Dra. Christiane Sampaio de Souza- IBIO/UFBA, Msc. Aline Nogueira Ferreira - IGEO/UFBA

Resumo: A praia de Moreré está localizada no arquipélago de Tinharé-Boipeba, região denominada popularmente de Baixo Sul do litoral do Estado da Bahia. Nos últimos anos a procura por esta região para atividades recreativas tem crescido bastante, uma vez que turistas buscam seus atrativos, particularmente suas praias e piscinas naturais. Sendo assim, a atividade turística na região é uma importante alternativa na geração de emprego e renda para as comunidades locais. As piscinas naturais de Moreré estão localizadas em uma região onde estão os recifes menos estudados do Brasil. Utilizando métodos não destrutivos foram registradas quantidade, tamanho e espécies de peixes durante 125 censos visuais estacionários, sendo registradas 54 espécies pertencentes a 26 famílias. Foi observado que a atividade turística exerce impacto na ictiofauna local, ocorrendo uma redução na riqueza da assembléia de peixes nos momentos de visitação. Observaram-se também mudanças nas categorias tróficas. No momento das visitações ocorreu o domínio dos onívoros. Nos momentos sem visitação e nos pontos controles existe um maior equilíbrio entre onívoros, invertívoros e herbívoros. Apesar das densidades de peixes serem maiores nos períodos de visitação, observou-se que este aumento é decorrente de apenas duas espécies, Abudefduf saxatilis e Halichoeres poeyi, que se beneficiam da alimentação artificial ofertada pelos visitantes. Tendo em vista que a atividade turística é uma opção de renda para a população local, se faz necessário a regulamentação dessa atividade, com intuito de reduzir seus impactos e mantê-la de forma sustentável.

Palavras chave: Turismo, impacto, censo visual, peixes recifais.

-- IsabelBarros - 14 Jul 2013